Um movimento a favor da infância

Vamos formar
nossos filhos.

A infância está mudando diante dos nossos olhos. Ainda dá tempo de mudar essa história.

Este é um movimento para famílias, escolas e comunidades que querem proteger o tempo da infância, fortalecer vínculos e construir uma relação mais saudável com as telas. Não se trata de rejeitar a tecnologia — trata-se de lembrar que nenhuma tela substitui presença, conversa, brincadeira, natureza e pertencimento.

O Movimento

Não somos contra a tecnologia.
Somos a favor da infância.

Quem está formando nossos filhos? não é uma pergunta retórica. É um convite para olhar com atenção para tudo o que hoje disputa o tempo, o olhar e a formação das nossas crianças.

Algoritmos, redes sociais, jogos e influenciadores já fazem parte da vida de muitas famílias. A questão não é fingir que esse mundo não existe, mas decidir quanto espaço ele deve ocupar — e o que não podemos permitir que ele substitua.

O movimento nasceu do livro, mas não termina nele. Um livro pode ser lido sozinho; uma mudança de cultura, não. Ela acontece quando famílias conversam, escolas apoiam e comunidades constroem novos combinados.

Formar nossos filhos é uma responsabilidade que não pode ser terceirizada a uma tela.
Capa do livro Quem está formando nossos filhos?, de Marina Helou

O Livro

A pergunta que deu origem ao movimento

Quem está formando nossos filhos? reúne evidências sobre como as telas e o ambiente digital atravessam a aprendizagem, os vínculos, a saúde mental e a formação de crianças e adolescentes.

Escrito por Marina Helou, o livro transforma uma preocupação comum a muitas famílias em uma conversa clara, informada e possível. Sem culpa, sem alarmismo e sem a ilusão de que existe uma solução igual para todos.

Antes de perguntar quanto tempo nossos filhos passam diante de uma tela, precisamos perguntar o que a tela está ocupando no lugar.
Marina Helou

Sobre a autora

Marina Helou é mãe, deputada estadual e autora da legislação que restringiu o uso de celulares nas escolas do Estado de São Paulo.

Cinco caminhos

Cinco caminhos para devolver espaço à infância

Reduzir a centralidade das telas não significa apenas retirar um aparelho. Significa criar espaço para outras experiências ocuparem o lugar dele. O livro organiza essa mudança em cinco caminhos que podem ser incorporados à rotina de forma gradual e possível.

  1. 01

    Natureza e movimento

    Crianças precisam correr, explorar, testar o corpo e experimentar o mundo para além da tela. O contato com a natureza e o movimento livre favorecem atenção, curiosidade e bem-estar.

  2. 02

    Trabalho manual e criatividade

    Desenhar, cozinhar, construir, consertar, plantar e criar são experiências que ocupam as mãos e abrem espaço para imaginação, concentração e autoria.

  3. 03

    Autonomia e responsabilidade

    Participar da rotina, assumir tarefas adequadas à idade e resolver pequenos problemas ajuda crianças e adolescentes a desenvolver confiança e senso de responsabilidade.

  4. 04

    Pactos coletivos

    Decisões difíceis ficam mais sustentáveis quando são compartilhadas. Acordos entre famílias, turmas e escolas reduzem a pressão social e evitam que uma criança carregue sozinha o peso de ser diferente.

  5. 05

    Conexão e presença

    Conversas, refeições, rituais familiares, sono protegido e momentos de atenção verdadeira constroem vínculos que nenhuma tecnologia consegue substituir.

Não é preciso mudar tudo de uma vez. É preciso escolher um primeiro passo.

Guias práticos

Comece com o que cabe na sua rotina

Entender o problema é importante, mas a mudança acontece na vida cotidiana. Por isso, reunimos guias que ajudam a transformar informação em escolhas concretas. Você pode começar pelo desafio que mais se aproxima da realidade da sua família.

Dez combinados

Pequenos acordos que podem mudar a rotina

Você não precisa estabelecer uma regra perfeita nem transformar a casa inteira de uma vez. O guia apresenta acordos simples para organizar horários, proteger o sono, recuperar momentos de convivência e diminuir conflitos em torno das telas.

Plano de 21 dias

Uma mudança possível, um dia de cada vez

Reduzir telas pode parecer difícil quando tentamos mudar tudo ao mesmo tempo. O plano propõe um pequeno passo por dia, durante três semanas, para abrir mais espaço para conversa, brincadeira, autonomia e presença.

Conversas difíceis

Como conversar quando a resposta é “todo mundo já tem”

“Vou ficar de fora.” “Você não confia em mim?” “Só eu não posso.” O guia ajuda pais e responsáveis a conduzir esses momentos com escuta, firmeza e argumentos, sem transformar cada limite em uma disputa.

Orientações por idade

Cada fase pede uma conversa diferente

A relação com as telas muda conforme a criança cresce. O guia reúne recomendações para diferentes fases, do nascimento à adolescência.

Para escolas

Uma escola inteira pode tornar a escolha menos solitária

As escolas têm um papel importante na construção de uma relação mais saudável com a tecnologia — não apenas pelo que acontece dentro da sala de aula, mas pela capacidade de aproximar famílias e promover decisões coletivas.

Quando cada família precisa sustentar seus limites sozinha, a pressão social recai sobre a criança. Quando uma turma ou uma comunidade escolar conversa e estabelece acordos em conjunto, a exceção pode se transformar em um novo normal.

Preparamos um conjunto de materiais para ajudar escolas a iniciar essa conversa com informação, escuta e participação das famílias.

Comunidade

Você não precisa fazer isso sozinho

Sustentar uma decisão diferente pode ser difícil quando outras famílias parecem seguir em outra direção. A comunidade existe para aproximar pais e responsáveis que querem trocar experiências, compartilhar dúvidas e descobrir caminhos possíveis — sem julgamento, com informação e afeto.

Os grupos serão organizados em dois momentos: famílias de crianças e famílias de adolescentes. Em breve compartilharemos os links de acesso.

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Uma vez por semana, enviaremos uma reflexão, um estudo ou uma proposta prática sobre infância, telas e vínculos familiares.

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A infância não precisa esperar.

Não existe família perfeita, solução instantânea ou regra que funcione da mesma maneira para todos.

Existe, porém, a possibilidade de olhar para a rotina com mais consciência, recuperar espaços de presença e fazer escolhas ao lado de outras famílias.

A mudança pode começar hoje — com uma conversa, um combinado ou um pouco mais de tempo juntos.